Fernando Castro Do G1 PR
“A gente tem tudo para crescer, o teatro curitibano está consolidado, nós não podemos retroceder”, é desta forma que João Luiz Fiani analisa o cenário local. Protagonista de um leque quase imensurável de peças, seja como ator, diretor ou produtor, Fiani vê a união da classe artística e a divulgação do trabalho feito nos palcos como caminhos para a consolidação desta arte no cotidiano da capital do Paraná.
Tem inicío a maratona A Casa do Terror Comemorando seus 16 anos de Sucesso absoluto!
Dona do Recorde Brasileiro de “Maior Tempo em Cartaz na mesma Cidade”!
A Assembléia Legislativa aprovou nesta segunda-feira (27), em redação final, com 47 votos favoráveis, projeto de lei de autoria do deputado Stephanes Junior (PMDB) que concede ao ator, diretor, dramaturgo, iluminador e cenógrafo João Luiz Fiani o título de Cidadão Benemérito do Paraná. Fiani estreou no teatro em 1979, no auditório do Colégio Estadual do Paraná, com o espetáculo “O Jogo da Independência”, dirigido por Zélia Hurmann. Desde então atuou em mais de 50 espetáculos, além de escrever e dirigir centenas de espetáculos.
Como ator, o próprio Fiani destaca aqueles que teriam sido os seus trabalhos mais importantes: “Zumbi”, “Colônia Cecília”, “Mistérios de Curitiba”, “O Carrasco do Sol”, “O Mágico de Oz”, “O Vampiro e a Polaquinha”, “O Inimigo do Povo”, “Gritaria nos Muros da Cidade”, “Nem Freud Explica” e “Don Juan de Molière”.
Como empreendedor da área cultural, João Luiz Fiani construiu e inaugurou em 1994 o seu primeiro teatro em Curitiba, que leva o nome da atriz Lala Schneider. O segundo teatro seria inaugurado em 2004, que é a Casa de Teatro Edson D’Ávila. Ele é proprietário também da Cia. Máscaras de Teatro, da Metáfora Cia. de Teatro, e dos Comediantes, assim como da escola de teatro Núcleo de Profissionalização Teatral, responsável pela formação de inúmeros e destacados profissionais das artes cênicas. Na área da comunicação, Fiani atuou em diversas emissoras de rádio e de televisão do Brasil.
Imagem: Hugo Harada/Gazeta do Povo
Texto:Luiz Alberto Pena
No episódio, o papel do fundador é interpretado brilhantemente por João Luiz Fiani em um momento histórico de sua carreira, representando esse grande ícone de nosso jornalismo.
O episódio vai ao ar neste domingo, dia 31 de outubro na Revista RPC.
]]>EM OUTUBRO O MAIOR FENÔMENO DO TEATRO BRASILEIRO ESTÁ DE VOLTA
A pedidos retorna ao palco do LALA a comédia da CIA MÁSCARAS que completa esse ano 15 anos de história.
A CASA DO TERROR estreou em 1995 e desde sua primeira temporada conquistou o exigente público curitibano.
A montagem já esteve em cartaz em diversas cidades brasileiras sempre com enorme sucesso. Estarão em cartaz as três primeiras partes.
Para 2011, o diretor e autor da montagem João Luiz Fiani promete: “Em 2011 levaremos ao palco as 5 partes da CASA DO TERROR.
Isso mesmo. Todas as casas voltarão no ano que vem!”
SEXTAS – 21hs - A CASA DO TERROR parte 1 – A PRIMEIRA A GENTE NUNCA ESQUECE
SEXTAS – Meia-noite – A CASA DO TERROR parte 2 – O EXORCISTA
SÁBADOS – Meia-noite - A CASA DO TERROR parte 3 – AI QUE LOUCURA!
Por Julio Avila – do Site O Repórter do RJ.
Reprodução
João Luiz Fiani e Marino Jr em cena, na peça "Nem Freud Explica" que estará em cartaz no Glauce Rocha dentro da mostra
Durante os meses de julho a setembro, o Teatro Glauce Rocha, localizado no Centro do Rio, vai apresentar ao público da cidade maravilhosa a mostra “Comicamente Enlouquecidos”, um projeto cultural vencedor do edital de ocupação do teatro, lançado em março pela Fundação Nacional de Artes (Funarte).
Idealizado pela produtora Vinicius Produções Artísticas, "Comicamente Enlouquecidos" pretende levar as diversas faces da loucura ao público do Rio de Janeiro. Dentro da mostra, serão apresentados três espetáculos teatrais, todos da Companhia Máscaras de Teatro, de Curitiba, dos premiados João Luiz Fiani e Marino Jr. Além das peças, o projeto contará ainda com oficinas de teatro e ciclo de debates sobre o principal tema da mostra: a loucura.
O grande “louco” por trás do projeto é Vinicius di Salvo, sócio da Vinícius Produções, que venceu o edital de ocupação do Glauce Rocha para os meses de junho a setembro de 2010 “Estamos muito contentes por podermos oferecer ao público carioca um pouco da arte curitibana no "Comicamente Enlouquecidos". Não é sempre que temos em cartaz, por aqui, espetáculos de outros estados e por um preço popular. Os textos são primorosos e certamente vão gerar reflexões com muito bom humor", afirma Vinicius.
“Comicamente Enlouquecidos” foi escolhido dentre outros 47 projetos apresentados durante o edital, e uma comissão julgadora, formada por três especialistas da área teatral e um representante da Funarte, levou em consideração os seguintes pontos: excelência artística; viabilidade prática da proposta e qualificação dos profissionais envolvidos. A escolha da aclamada companhia curitibana Máscaras de Teatro veio ao encontro dos critérios de avaliação exigidos no edital: “O Marino e o Fiani são ícones do teatro brasileiro e poder recebê-los e conferir um pouco do trabalho da Cia. Máscaras de Teatro, que está completando 15 anos, é uma honra. Motivos não faltam para todos virem se divertir e enlouquecer conosco durante esta temporada”, explica Vinicius.
Além da mostra "Comicamente Enlouquecidos", o Glauce Rocha receberá também o outro projeto vencedor do edital da Funarte, "Território de Pertencimento", que ficará em cartaz de outubro a dezembro deste ano.
Serviço:
Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – Centro
DESEJO NA RUA DAS FLORES OU O TARADO DA XV
Autor: João Luiz Fiani | Direção: João Luiz Fiani | Elenco: Marino Jr
Sex e sáb, às 19h. Estreia 16 de julho. Até 14 de agosto. R$10
MACHO NÃO GANHA FLOR
Autor: Dalton Trevisan | Direção: João Luiz Fiani | Elenco: Marino Jr
Terças às 19h. Estreia 20 de julho. Até 28 de setembro. R$10
NEM FREUD EXPLICA
Autor: João Luiz Fiani | Direção: João Luiz Fiani | Elenco: Marino Jr, João Luiz Fiani
Sex e sáb, às 19h. Estreia 20 de agosto. Até 25 de setembro. R$10
Em agosto de 2010, serão comemorados 15 anos da Cia Máscaras de Teatro. O mês marca a estréia do primeiro espetáculo produzido em regime de cooperativa de artistas e que trazia no cartaz, logo acima da palavra APRESENTA as estilizadas máscaras vermelhas criadas pela agência Heads. Tratava-se de “O PÃO DURO”, adaptação de Enéas Lour, para a obra “O AVARENTO” de MOLIÈRE. A peça dirigida por João Luiz Fiani tinha inspiração em “cartoon”. O cenário todo de espuma colorida e os figurinos pintados à mão foram surpreendentes para a época. Destacava-se também a trilha sonora original do premiado Celso D’Loch.
O próprio Enéas Lour, encabeçava o elenco que contava ainda com: Cleide Piasecki, Zena Cenovicz, Luiz Carlos Pazzelo, Silvia Monteiro, Luigi Carvalho, Geisa Costa e Sueli Araújo. A peça estava pra estrear mais ainda faltava um ator. Entra em cena Marino Junior. Naquela época com 19 ano de idade que por indicação do amigo Tadeu Peroni bateu na porta do recém inaugurado Teatro Lala Schneider para completar o elenco estrelar. Pode-se dizer que a partir daí a parceria entre o diretor e o ator estava formada. Fiani não apenas revelaria um talento promissor para a cidade de Curitiba, mas seria o primeiro ator de sua Cia oferecendo-lhe em 1997 sociedade na produção e realização de espetáculos teatrais. Vieram então uma série de sucessos e peças marcantes.
À partir de julho de 2010, o grupo volta a excursionar pelo eixo Rio-SP. Inicia com uma temporada no Teatro Glauci Rocha de Desejo na Rua das Flores e Macho Não Ganha Flor ambas com Marino Jr. Em agosto o grupo se divide entre SP e Rio de Janeiro. As duas capitais recebem pela primeira “Nem Freud Explica”.
Quando a dupla desembarcarem em São Paulo no dia 4 de agosto, para uma temporada de 10 meses de Nem Freud Explica no Teatro Folha, estarão sem dúvida consolidando uma trajetória de sucesso. Um dos teatros mais disputados de São Paulo acabou de firmar uma grande parceria com a produtora de Marino e de Fiani. Ao que tudo indica o grupo estará entrando pela porta da frente do teatro paulistano. Ali apresentam-se grandes nomes do teatro brasileiro, em sua maioria fazendo comédia de situação, de costumes e humor, gênero que a Cia Máscaras de Teatro conhece muito bem.
Será uma espécie de acordo de cooperação artística. Uma ponte cultural entre Curitiba, São Paulo, Campinas e São José dos Campos. Isso porque Isser Korik, diretor da Conteúdo Teatral, que administra três teatros nestas cidades, prevê a circulação de espetáculos entre as quatro cidades. Assim, são previstas temporadas lá e cá. Além de “NEM FREUD EXPLICA”, a premiada comédia “A GORDA E O ANÃO” fará temporada de quatro semanas em São José dos Campos e em outubro os grupos estréiam em parceria o infantil “BRANCA DE NEVE” no Teatro Folha. A peça que ganhou o Gralha Azul de Melhor Espetáculo em 2010 será uma co-produção e contará com vários atores curitibanos que atualmente residem em São Paulo.
O festival torna-se mais uma oportunidade para conferir o espetáculo, encenado há 10 anos na cidade. O foco é a comédia e este é o chamariz para atrair espectadores.
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Da platéia do Teatro Lala Schneider, inaugurado há 15 anos, João Luiz Fiani dirige um dos espaços de maior índice de público da cena teatral curitibana, além de presidir o SEPED, produzir, adaptar, dirigir e atuar em centenas de espetáculos levados na cidade.
“Para nós é um grande orgulho o Angelo ocupar a presidência da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Principalmente porque o Paraná sempre fica relegado a segundo plano nesta área. E de outro lado é uma vitória. O Angelo sempre esteve envolvido com as questões culturais e eu o vejo como uma luz no fim do túnel. Estou orgulhoso e feliz por ser amigo dele e saber que o seu trabalho sempre foi muito sério. Um dos debates que passará por esta Comissão é a Lei Rouanet. Eu vejo ainda este assunto como uma utopia para nós aqui no Paraná. Fazer uso dela é uma situação utópica. Rezo para que o Vanhoni a frente desta Comissão possa fazer com que nós, reles mortais, possamos ter acesso a este mecanismo. Esta é a nossa expectativa.
Como representante dos produtores de cultura, como presidente do SEPED, acho que a gente ainda sofre muito com a falta de recursos e incentivos. Temos apenas a lei municipal, nada em nível estadual e muito pouco na esfera federal. Com o Vanhoni, temos um aliado de Curiitba e do Paraná. Temos aqui muitos produtores de qualidade, artistas maravilhosos e o que falta realmente é esta projeção e respeito nacional. Mas, este é um importante passo, ter um paranaense sensível à cultura a frente deste processo.
Na época da campanha eleitoral foi falado muito em estadualização da Lei Rouanet, o que para mim é uma grande sacada e poderia ser a salvação da cultura brasileira. Infelizmente pelo que eu soube o eixo Rio-São Paulo foi totalmente contra e, se essa briga não for resolvida mais uma vez ficaremos relegados ao último plano. As grandes empresas preferem investir nos artistas de São Paulo e Rio, que normalmente tem maior visibilidade. Então espero que isso possa ser revertido. Não podemos esquecer que isso foi promessa de campanha e ainda não foi realizada.”
Foto: Gilson Camargo
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